segunda-feira, 8 de novembro de 2010

E pra quem não gosta de matemática...


Nossa amiga matemática pode ser divertida... ela te espera de braços abertos, ou de páginas, vídeos, quadros, use a criatividade e a lógica!

1 x 8 + 1 = 9
12 x 8 + 2 = 98
123 x 8 + 3 = 987
1234 x 8 + 4 = 9876
12345 x 8 + 5 = 987 65
123456 x 8 + 6 = 987654
1234567 x 8 + 7 = 9876543
12345678 x 8 + 8 = 98765432
123456789 x 8 + 9 = 987654321

9 x 9 + 7 = 88
98 x 9 + 6 = 888
987 x 9 + 5 = 8888
9876 x 9 + 4 = 88888
98765 x 9 + 3 = 888888
987654 x 9 + 2 = 8888888
9876543 x 9 + 1 = 88888888
98765432 x 9 + 0 = 888888888
1 x 9 + 2 = 11
12 x 9 + 3 = 111
123 x 9 + 4 = 1111
1234 x 9 + 5 = 11111
12345 x 9 + 6 = 111111
123456 x 9 + 7 = 1111111
1234567 x 9 + 8 = 11111111
12345678 x 9 + 9 = 111111111
123456789 x 9 +10= 1111111111



1 x 1 = 1
11 x 11 = 121
111 x 111 = 12321
1111 x 1111 = 1234321
11111 x 11111 = 123454321
111111 x 111111 = 12345654321
1111111 x 1111111 = 1234567654321
11111111 x 11111111 = 123456787654321
111111111 x 111111111 = 12345678987654321


Grande abraço e boa noite!

Dicas e Macetes para Provas e o Vestibular


IFBA CURIOSIDADES!!
Quadrado da Diferença
Fórmula: a² - 2.a.b + b²
Uso: Quando você encontra a situação: (a - b)²
Macete : Usar a fórmula acima

Quadrado da Soma
Fórmula : a² + 2.a.b + b²
Uso: Quando você encontra a situação: (a+b)²
Macete : Usar a fórmula acima

Soma de Arcos
Fórmulas: cos(A-B) = cosA.cosB + senA.senB (coça A, coça B + senta A, senta B)
________ cos(A+B) = cosA.cosB - senA.senB ( coça A, coça B - senta A, sentaB)
________ sen(A-B) = senA.cosB - senB.cosA (senta A, coça B - senta B, coça A)
________ sen(A+B) = senA.cosB + senB.cosA ( senta A, coça B + senta B, coça A)
Uso: em adição de arcos
Macete: Usar os macetes que estão em frente às fórmulas e prestar muita atenção nos sinais
Macete Novo: Minha terra têm palmeiras, onde canta o sabiá, SENO A COSENO B, SENO B COSENO A.

Valor de Pi
decora-se a frase: SIM,É ÚTIL E FÁCIL MEMORIZAR UM NÚMERO GRATO AOS SÁBIOS 
RESPOSTA: SIM,= 3 letras e a vírgula / É= 1 letra / ÚTIL=4 / E= 1 / FÁCIL =5 e assim por diante
obtem-se 10 algarismos após a vírgula do valor de Pi = 3, 1415926536 

Tangente da Soma de 2 Ângulos
Tg(A+B)= Tem gente que ama, mas tem gente que beija, Humm! Tem gente  que ama e beija. Ou seja:
Tg(A+B)= Tg A + Tg B
1 - Tg A.Tg B

Macete Novo:  Tem gente no banheiro a, tem gente no banheiro B, Hmm! tem gente no banheiro A e B.

Tangente
TemGente, serve CO/CA, então Tg=Co .
                                                                 Ca 

Fórmula do Termo Geral de uma P.A.
Imagina duas meninas conversando!
Moça 1: An=A1+(n-1).r, An=Ainda não arranjei um namorado rico! Formula da soma; (Moça 2) responde Sn=(A1 + An).n/ 2, Sem namorado arranja um namorado novo e divide para nós duas!

Valor das Raízes.:(cada letra equivale a um número)
raiz de 2= 1,414
macete: A BALA É DOCE
A=1; BALA=4; É=1; DOCE=4

raiz de 3= 1,732
macete: É PRECISO TER FÉ
É=1 PRECISO=7 TER=3 FÉ=2

raiz de 5= 2,236
macete: EU TE AMO DEMAIS
EU=2 TE=2 AMO=3 DEMAIS=6

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Sempre ouvimos das pessoas que elas estão dando ’110%’ em alguma coisa. Mas é de fato possível dar 110% em algo? Se levarmos em conta que cada letra do Alfabeto é um número e fizermos a seguinte escala:
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
for representado como:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26
Trabalho = 77%
Cair No Pagode = 108%

Então gente, cair no pagode vai fazer você chegar muito mais próximo de dar 110% em alguma coisa do que trabalhar. Fica a dica. kkkkkkkkkk

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Agência FAPESP


O Brasil ficou em primeiro lugar na 23ª edição da Olimpíada Iberoamericana de Matemática,

realizada de 20 a 28 de setembro em Salvador.
Com duas medalhas de ouro e duas de prata, o país foi o primeiro colocado entre os 21 participantes. O time brasileiro obteve também a maior pontuação total da competição, com 155 pontos.
Henrique Pondé de Oliveira Pinto, de Salvador, que atualmente estuda em São Paulo, obteve a medalha de ouro atingindo a pontuação máxima da prova, com 42 pontos. Ramon Moreira Nunes, de Fortaleza, também levou o ouro, com 39 pontos.
Régis Prado Barbosa, de Fortaleza, e Renan Henrique Finder, de Joinville, mas que também estuda atualmente na capital paulista, foram os ganhadores das medalhas de prata.
O Brasil participa da competição desde 1985, tendo conquistando desde então 81 medalhas, sendo 44 de ouro, 27 de prata e 10 de bronze.
A Olimpíada Iberoamericana de Matemática é realizada com a colaboração dos ministérios da Educação e das sociedades de matemática dos países participantes, além de grupos de professores e alunos. Os objetivos principais da competição são fortalecer e estimular o estudo da matemática, contribuir para o desenvolvimento científico da comunidade iberoamericana, detectar jovens talentos na área e incentivar a troca de experiências entre os participantes.
Este ano participaram da competição delegações da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, representados por equipes de até quatro alunos, em um total de 81 participantes.
A participação brasileira na competições é organizada por meio da Olimpíada Brasileira de Matemática, iniciativa realizada nas modalidades de ensino fundamental, médio e superior nas instituições públicas e privadas de todo o Brasil que atualmente atinge cerca de 350 mil estudantes e tem desempenhado um importante papel relacionado à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em matemática.
A Olimpíada Brasileira é um projeto conjunto da Sociedade Brasileira de Matemática, do Instituto de Matemática Pura e Aplicada e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, do Instituto do Milênio Avanço Global e Integrado da Matemática Brasileira e da Academia Brasileira de Ciências.

Fonte: http://www.oei.es/noticias/spip.php?article3801

A geometria que faz a diferença

Com a sequência da Educadora Nota 10, a garotada aprende a identificar as características que distinguem os sólidos


CONSTRUIR FIGURAS Na EEEFM Carlos Drumond de Andrade, a turma prevê o total de vértices e arestas do cubo. Foto: Kriz Knack
CONSTRUIR FIGURAS  Na EEEFM Carlos Drumond de Andrade, a turma prevê o total de vértices e arestas do cubo. Foto: Kriz Knack
Uma sequência didática eficiente segue um passo-a-passo bem determinado: com base em um diagnóstico inicial, o professor avalia os conhecimentos que os alunos já têm e planeja quais serão as primeiras atividades. Propõe situações- problema, procura desenvolver procedimentos de aprendizagem e valoriza a diversidade das soluções. Concebe uma aula atrelada a outra, com graus de dificuldade progressivos, para aproveitar os saberes adquiridos pelos alunos e aprofundá-los sempre um pouco mais. A cada etapa, o educador identifica os raciocínios desenvolvidos e o domínio das estratégias, verificando o que já foi aprendido por todos, o que precisa ser reforçado e qual intervenção deve fazer para chegar aos que parecem estar ficando para trás. Nas avaliações, reflete sobre qual direção as atividades devem seguir. 
Parece - e é - um bocado de trabalho. Mas o esforço vale a pena, pois o impacto na aprendizagem é enorme. Que o diga Andréia Silva Brito, professora de Matemática em Presidente Médici, a 412 quilômetros de Porto Velho. Seguindo o caminho descrito acima, ela desenvolveu uma sequência didática para a turma de 6º ano na EEEFM Carlos Drumond de Andrade (registrada assim mesmo, com um único "m" em Drummond) e enviou o projeto para o Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10 de 2008 (leia o quadro abaixo). A qualidade lhe conferiu o título de Educadora do Ano. Selecionada entre 4.866 inscritos de todo o país, ela recebeu 10 mil reais e uma bolsa para cursar pós-graduação.

Múltiplas estratégias para ensinar
Nascida em Umuarama, a 580 quilômetros de Curitiba, a Educadora Nota 10 morou em Cascavel até os 10 anos. Na década de 1980, mudou-se para Rondônia - foi a época em que o estado recebeu uma leva de migrantes vindos de vários estados, principalmente da Região Sul, em busca de terras desocupadas e ricas em minério e madeira. No caso da família de Andréia, as promessas de riqueza não vingaram: enquanto a mãe passou a lecionar, o pai virou trabalhador rural e depois inspetor escolar. Após morar em Ji-Paraná e Castanheiras, a professora se estabeleceu em Presidente Médici, cidade de 20 mil habitantes que vive da agricultura e da pecuária. Casada e mãe de dois filhos, formou-se em Matemática na Universidade Federal de Rondônia em 1998. Hoje, aos 33 anos, leciona para o 6º ano e forma professores de Ensino Fundamental na EEEFM Carlos Drumond de Andrade. O projeto vencedor do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10 foi desenvolvido ao longo de dois meses. Metade do tempo foi dedicada à prática em sala, com as atividades apresentadas nesta reportagem, e em encontros semanais fora do horário para sanar dúvidas. A outra metade envolveu uma pesquisa de campo, quando a garotada teve como tarefa visitar construções da cidade e, em grupos, montar maquetes com base no formato das obras. "Eu queria que a turma percebesse que poliedros e corpos redondos não são apenas conteúdos escolares. São conhecimentos úteis no cotidiano", afirma a professora. Para apurar o olhar das crianças durante essa pesquisa, Andréia chamou um engenheiro civil para falar sobre a forma das construções. "Ele contou como os sólidos eram importantes no trabalho dele e mencionou áreas em que as figuras geométricas são fundamentais, como a Química, a Biologia e a Geografia." Com as maquetes prontas, as crianças escreveram fichas explicativas sobre o que foi apresentado. Essa multiplicidade de abordagens sobre o mesmo conteúdo encantou os jurados do prêmio. "Os alunos construíram ideias mais completas sobre as figuras geométricas e suas propriedades porque tiveram diversas possibilidades de identificação com alguma estratégia para aprender", afirma Daniela Padovan, coordenadora pegadógica da prefeitura de São Paulo e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10.

O trabalho começou com uma prova para diagnosticar o que de fato os alunos sabiam. Na análise do bloco com os piores resultados, deu espaço e forma na cabeça: o índice de acertos foi de apenas 46%. O resultado não chegou a ser surpreendente. "Esse é um dos eixos de conteúdo mais negligenciados no ensino de Matemática. Costuma ser deixado para o fim do ano e muitas vezes não é nem abordado, com a desculpa de que faltou tempo", diz Daniela Padovan, psicopedagoga e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10. O "esquecimento" cobra seu preço: os alunos não atingem as expectativas de aprendizagem - nesse caso, compreender as propriedades de figuras bi e tridimensionais, descrever suas características e utilizar a nomenclatura da área.

A turma concebe hipóteses. Em seguida, busca a comprovação
Norteada pelo estudo das características dos sólidos, a sequência criada por Andréia teve como objetivo principal levar a turma a distinguir dois tipos de figura espacial, os poliedros e os corpos redondos - as principais diferenças entre eles são descritas ao longo desta reportagem. Como pontapé inicial, a professora colocou diversos sólidos à disposição da classe e pediu que a turma os organizasse em dois grupos de acordo com alguma semelhança: de tamanho, cor ou forma, por exemplo. "Expliquei que classificar é algo que fazemos naturalmente e exige critério", afirma. O agrupamento por forma, justamente o que mais interessava do ponto de vista geométrico, foi pouco utilizado. "Era preciso insistir nessa explicação", conta Andréia.

Para isso, a estratégia foi usar os sólidos como carimbos. Lambuzando as figuras de tinta, a garotada encostou em um papel as diferentes partes de cada uma. A descoberta era intrigante: algumas estampavam na folha marcas como quadrados, triângulos e círculos, mas esferas marcavam apenas um ponto. Por quê? A indagação foi a deixa para que a professora explicasse outra distinção: enquanto os poliedros são formados apenas por faces planas com contornos retos - o cubo, a pirâmide e o prisma, por exemplo -, os corpos redondos são compostos por superfícies curvas (como a esfera) ou por uma combinação de planos e curvas (os cilindros).

Atividades práticas ajudam a aprender termos da área

Com essas informações, era possível um novo avanço: entender a relação entre bi e tridimensionalidade. Para isso, a professora preparou moldes de poliedros e corpos redondos em uma folha de papel que, quando cortados e colados, davam origem a figuras com volume. A experiência da montagem revelou mais uma diferença: com os poliedros, era necessário dobrar o papel para fechar as figuras (uma situação que reforçava a existência de contornos retos). No caso dos corpos redondos, isso não ocorria.
O passo final foi fazer com que os jovens reconhecessem outros dois elementos exclusivos dos poliedros: as arestas e os vértices - respectivamente, os segmentos que formam a figura (as populares quinas) e os pontos de junção de três ou mais faces de um poliedro. O desafio para a turma, agora, era prever quantos palitos de churrasco e bolinhas de massinha eram necessários para a montagem de objetos como pirâmides e prismas - cada palito correspondia a uma aresta, e cada bolinha, a um vértice. Durante a montagem dos esqueletos das figuras, um dos alunos fez a pergunta que Andréia esperava ouvir:

- Professora, para fazer a esfera vou precisar de palitos?

- O que você acha?

- Acho que não porque ela não tem arestas - concluiu, cheio de razão.

Na hora da avaliação, a certeza do sucesso: as provas demonstraram um nível de acertos na casa dos 90%, quase o dobro do índice inicial. Para a Educadora Nota 10, a experiência demonstrou que os conteúdos matemáticos são aprendidos quando o aluno participa da construção de um conhecimento que é significativo para ele. O processo exigiu mais aulas do que a maneira convencional de ensinar, mas, na opinião de Andréia, a dedicação extra compensou. "Tenho certeza de que vou economizar tempo lá na frente, quando recuperar alguns dos conteúdos já dominados por eles hoje."

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/matematica/fundamentos/geometria-faz-diferenca-427237.shtml

Matemático brasileiro ganha prêmio Balzan, de R$ 1,28 milhão

O matemático brasileiro Jacob Palis Júnior

Jacob Palis Júnior realiza pesquisas na área de sistemas dinâmicos.
Palis Junior é presidente da Academia Brasileira de
Ciências e da Academy of Sciences for theDeveloping World (TWAS)
O matemático do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), no Rio de Janeiro, recebeu nesta segunda-feira (6) o prêmio Balzan por seus estudos na área de sistemas dinâmicos. Sistemas dinâmicos servem para modelar muitos fenômenos da natureza e de atividades socioeconômicas, partindo da premissa pela qual pequenas alterações em um sistema podem gerar grandes transformações.

Ele vai receber 750 mil francos suíços, o equivalente a R$ 1,28 milhão. O prêmio será entregue no dia 19 de novembro em um cerimônia em Roma.

Palis Júnior é graduado em matemática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1962), mestre e doutor pela Universidade da Califórnia. Professor do IMPA desde 1971 diretor do instituto de 1993 a 2003.

O brasileiro divide o Balzan com o biólogo japonês Shinya Yamanaka, que descobriu um método para dotar células adultas de certas características das células-tronco. O cientista, que trabalha nas universidades de Kyoto e da Califórnia, tem aplicado suas descobertas à tentativa de reparar lesões da medula espinhal de cobaias.

O historiador italiano Carlo Ginzburg, referência da escola batizada de “micro-história” (o resgate histórico a partir da trajetória de indivíduos comuns) e o alemão Manfred Bauneck, que pesquisa a história do teatro europeu, também foram premiados.

A Fundação Internacional Balzán, com sede em Milão e Zurique, busca todos os anos destacar áreas emergentes de pesquisa e assim contribuir para o desenvolvimento de campos de estudo que são comumente ignorados. A instituição foi criada pela família do jornalista italiano Eugenio Balzan.


Fonte: http://boaspraticasfarmaceuticas.blogspot.com/2010/09/matematico-brasileiro-ganha-premio.html

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Tchau bhaskara.

sábado, 30 de outubro de 2010

Como funciona a complexa matemática eleitoral no Brasil

Ao contrário do que o senso comum possa indicar, nem sempre os candidatos mais votados para cargos como deputados federais, distritais e estaduais são os eleitos. Na votação majoritária, para presidente da República e governador, o pretendente que recebeu mais sufrágios é considerado eleito e, quando não atinge o porcentual de 50% mais um, os dois mais votados disputam o segundo turno.
Para os cargos proporcionais, entretanto, a disputa é bem mais complexa e envolve contas, feitas por partidos e coligações, para saber quantos representantes de cada legenda estarão no Congresso na legislatura seguinte. A Constituição impõe os limites máximo de 70 deputados por Estado e mínimo de oito, de forma a garantir a representação. São Paulo, o Estado mais populoso do Brasil, elegerá 70 deputados federais.
No Brasil, para definir as vagas que caberão a cada partidos, utiliza-se um método conhecido como quociente eleitoral para o cálculo das proporções e outro conhecido como distribuição das sobras para ocupar as cadeiras não preenchidas pelo quociente eleitoral.
Divisão. O quociente eleitoral é definido como o total de votos válidos dividido pelo número de vagas. Cada partido tem seus votos divididos por este quociente e obtem-se, assim, o quociente eleitoral. As vagas restantes são divididas usando-se o método de distribuição das sobras entre as legendas que tiverem atingido o quociente eleitoral.
Essa complicada matemática eleitoral explica por que, muitas vezes, candidatos que recebem enormes votações não são eleitos por que a coligação que integram não conseguiu mais votos além dos dele. Daí, apesar do grande número de sufrágios, o partido acaba não conseguindo levar representantes ao Congresso.
A votação proporcional explica também a razão de candidatos que obtêm votações muito altas acabam levando junto com ele para a Câmara outros pretendentes que tiveram número baixíssimo de sufrágios.
Em 2002, por exemplo, o então candidato a deputado Enéas Carneiro, do extinto Prona, obteve mais de 1,5 milhões de votos. Com isso, ele, que morreu em maio de 2007,, levou ao Legislativo federal mais cinco candidatos do seu partido, um dos quais, Vanderlei Assis, teve apenas 275 votos. O segundo mais votado após Enés, Amauri Robledo Gasques, obteve 18.421 votos.
Vários especialistas criticam o sistema proporcional brasileiro por causa de suas regras. Na eleição de 1998, eram necessários 330 mil votos para eleger um deputado em São Paulo ante 17 mil em Roraima, o que viola a tese de "um homem, um voto", consagrada na Constituição. 
 
Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101002/not_imp618735,0.php
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